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Empresa de produção cinematográfica

Chega uma hora em que tudo desacelera. Por fora, o mundo continua correndo, mas por dentro... algo para. A rotina começa a parecer repetição, os dias passam sem cor, e você sente que está vivendo no automático. A alma vai ficando apertada em silêncios que ninguém nota. E nesse lugar — onde muitos acham que nada está acontecendo — é exatamente onde algo novo começa a nascer.


Foi aí que “Despertar” nasceu em mim.


Não foi num momento de vitória, nem no auge da produtividade. Foi em uma fase em que as perguntas eram mais fortes do que as respostas. Em que eu precisei parar, respirar e me escutar de verdade. Porque tem momentos em que o barulho do mundo não diz mais nada, e tudo o que você precisa ouvir vem de dentro.


Escrevi esse livro não porque eu tinha tudo resolvido, mas porque eu estava em processo. Porque eu entendi, na pele, que continuar caminhando mesmo sem saber a direção já é uma forma de coragem. E que a verdadeira força não está em mostrar para o mundo o quanto você aguenta, mas em admitir para si mesmo quando está cansado — e, mesmo assim, não desistir.


“Despertar” não traz fórmulas mágicas. Ele traz perguntas sinceras. Traz pausas. Traz espaço. Um espaço seguro para respirar mais fundo, desacelerar por dentro e, talvez, começar a se reconstruir com mais leveza. Cada página carrega algo real. Frases que nasceram de vivências minhas, reflexões que me atravessaram no meio da noite, depoimentos que doem, mas também curam.


Esse livro é para quem está cansado de fingir força. Para quem ainda acredita que a paz é possível, mesmo depois de tantas batalhas. Para quem tem saudade de si mesmo. Para quem está tentando, mesmo sem saber como. Para quem quer recomeçar sem pressa, mas com presença.


O mundo nos ensina a correr. A produzir. A mostrar. Mas não nos ensina a escutar o próprio silêncio. Não nos ensina a sentar com a dor e perguntar o que ela quer dizer. Não nos ensina a desacelerar sem culpa. E foi justamente por isso que senti a necessidade de criar um espaço onde essas coisas pudessem existir. Onde o silêncio fosse bem-vindo. Onde o processo fosse respeitado.


“Despertar” é esse espaço. Um convite gentil para voltar pra dentro. Um lembrete de que a transformação verdadeira não acontece do lado de fora. Ela começa no silêncio. Começa quando a gente decide parar de fugir. Quando a gente escolhe se olhar com mais honestidade e menos julgamento.


Talvez esse livro não traga exatamente o que você esperava. Mas talvez traga exatamente o que você precisava. Às vezes, tudo o que a gente precisa é de uma nova pergunta, uma nova perspectiva, uma frase que toque fundo e lembre que ainda existe luz dentro da gente. Que ainda dá tempo. Que ainda tem cura.


O lançamento de “Despertar” será no dia 5 de julho. E talvez, ao abrir a primeira página, você não esteja apenas lendo um livro. Talvez você esteja abrindo também uma nova fase da sua vida.


Porque às vezes, recomeçar não é sobre grandes mudanças.

É sobre escutar o que está gritando em silêncio.

É sobre escolher, com calma, voltar a sentir.


– Ricco Soares

 
 
 

Existem coisas que, por mais que a gente tente, não estão nas nossas mãos. Pessoas que vão embora, respostas que não chegam, planos que mudam sem aviso. E por mais que doa, existe uma liberdade imensa em entender que não é nossa responsabilidade controlar tudo. Aceitar isso não é se conformar. É descansar. É deixar de lutar contra o que é maior do que você. É confiar que existe um propósito até mesmo naquilo que não faz sentido agora.


Passamos boa parte da vida tentando forçar direções, insistindo em caminhos que se fecharam, segurando o que já foi. A gente se desgasta tentando prever o que vem, tentando impedir que o inesperado aconteça. Mas o controle é uma ilusão. E a paz começa a nascer quando a gente para de resistir à vida como ela é. Quando a gente escolhe confiar — mesmo no silêncio. Mesmo na espera. Mesmo sem entender.


Nem tudo vai sair como você planejou. Nem todo relacionamento vai durar. Nem toda resposta vai chegar no seu tempo. Mas isso não significa que a vida está contra você. Às vezes, Deus está apenas dizendo: “Confia em mim. Eu vejo o que você não vê.”


Aceitar o que não pode ser controlado é aprender a soltar. Soltar o orgulho. Soltar a pressa. Soltar a ideia de que tudo precisa estar do seu jeito para dar certo. É um exercício diário de humildade e fé. Porque aceitar não é desistir. É se abrir. É abrir espaço para que outras possibilidades aconteçam. É permitir que o fluxo da vida conduza onde você, por si só, talvez nunca chegaria.


É nesse lugar de entrega que nasce uma paz que não depende de circunstâncias. Uma paz que vem do fundo da alma, porque ela não está mais condicionada ao resultado, mas sim à confiança. Quando você entende que não precisa ter todas as respostas agora, você respira. Quando você entende que não precisa resolver tudo de uma vez, você relaxa. E é nesse espaço de rendição que as coisas começam a fluir de um jeito novo.


A vida não vai te poupar de todas as dores, mas ela sempre te dará força para atravessar cada uma delas. E quando você se permite aceitar o que está fora do seu alcance, sobra energia para cuidar do que está nas suas mãos. Suas atitudes. Suas palavras. Sua presença. Sua fé.


Confiar em Deus é um ato de coragem. É reconhecer que existe um plano maior, mesmo quando tudo parece parado. É acreditar que até os atrasos têm função, que até os “nãos” te protegem, que até o silêncio pode ser resposta. E que tudo o que realmente for seu, encontrará o caminho de volta. No tempo certo. Do jeito certo. Com a leveza que só a verdade carrega.


Então, se hoje você estiver tentando segurar algo que não depende de você, respira. Entrega. Não como quem desiste, mas como quem entende que a paz vale mais do que o controle. Que a vida tem sabedoria. Que Deus tem visão. E que você pode, sim, caminhar com fé — mesmo sem saber exatamente pra onde vai.


Confie no que está sendo preparado.

Aceite o que você não pode mudar.

E cuide com amor do que já está ao seu alcance.


A paz que você procura pode estar exatamente nesse gesto de soltar.


– Ricco Soares

 
 
 

A ansiedade é um visitante silencioso. Chega sem ser convidada, muitas vezes no meio do dia, entre pensamentos soltos e preocupações que nem sempre fazem sentido. Ela aperta o peito, acelera a mente, esgota a energia. E quando não olhamos pra ela com atenção, vai se tornando constante, até parecer parte de quem somos. Mas não é. A ansiedade não é sua identidade. Ela é um sinal. Um pedido de cuidado. Uma resposta do corpo e da mente dizendo: está tudo rápido demais, pesado demais, desconectado demais.


Curar a ansiedade não acontece da noite para o dia. Mas existem pequenos hábitos, quase como gestos de carinho diários, que ajudam a trazer de volta o equilíbrio. São ações simples, mas consistentes, que silenciosamente realinham o que foi bagunçado por dentro. E quando praticadas com verdade, elas têm o poder de transformar. Não se trata de fórmula mágica. É sobre compromisso com a sua própria paz.


Comece acordando com intenção. Ao abrir os olhos, antes de tocar no celular ou mergulhar nos afazeres, coloque uma mão no peito e respire fundo. Sinta o ar entrando e saindo. Esse gesto, ainda que pequeno, lembra você de que está vivo, presente, aqui. Depois, agradeça. Mesmo que pareça difícil, agradeça. Por estar respirando, por mais um dia. A gratidão é um dos antídotos mais poderosos contra a ansiedade porque ela te ancora no agora, te tira do medo do futuro e te reconecta com o que já existe de bom.


Alimente seu corpo com consciência. Não se trata de dietas, mas de perceber o que você coloca pra dentro. Comida também é energia. E energia ansiosa, agitada ou artificial impacta diretamente na sua estabilidade emocional. Beba mais água. Coma com calma. Evite excessos. Honre o seu corpo como quem cuida de um templo.


Limite o excesso de estímulos. A ansiedade cresce quando somos bombardeados o tempo todo por notificações, notícias, comparações. Escolha pausas digitais durante o dia. Desligue o celular por uma hora. Escute o silêncio. Volte pra si. A mente precisa de espaço para respirar.


Coloque o corpo em movimento. Não precisa ser academia ou metas impossíveis. Pode ser uma caminhada sem pressa, dançar uma música no quarto, alongar ao acordar. O corpo em movimento desbloqueia emoções que a mente não consegue resolver sozinha.


Crie um espaço de fé ou meditação. Nem tudo se resolve com lógica. Às vezes, é preciso apenas se entregar, confiar, ouvir algo maior do que a própria voz. Orar, meditar, escrever — qualquer prática que te leve de volta para dentro e te aproxime de Deus ou da sua essência, já é cura em andamento.


Evite se cercar de pessoas ansiosas, negativas ou aceleradas demais. A ansiedade também se contagia. Proteja sua paz como quem protege um jardim. Seja gentil, mas saiba se afastar de quem te rouba o silêncio.


Durma melhor. E isso começa muito antes de deitar. Crie rituais de desaceleração: luzes mais baixas, música tranquila, palavras leves. O corpo precisa aprender que a noite é um tempo de retorno, não de cobrança.


Aprenda a dizer não. A ansiedade cresce quando você vive sobrecarregado, tentando agradar, tentando dar conta de tudo. Você não precisa estar em todos os lugares, nem responder tudo imediatamente. Você pode escolher o que te faz bem. E dizer não também é um ato de amor-próprio.


Respire. Parece óbvio, mas a maioria das pessoas vive em apneia emocional — prendendo o ar, correndo sem parar. A respiração profunda, feita com atenção, é uma forma imediata de acalmar o corpo e trazer a mente de volta para o presente.


Por fim, seja paciente consigo mesmo. Nenhum hábito muda a vida num único dia. Mas quando você decide, com consistência, cuidar de si com amor, algo muda. Aos poucos. Em silêncio. Mas muda. E com o tempo, você vai se sentir mais inteiro, mais leve, mais seu.


A ansiedade não define você. Ela apenas revela que algo dentro de você está pedindo por mais cuidado, mais presença, mais verdade. Ouça com carinho. E comece com o que tem.


Um hábito de cada vez.


– Ricco Soares

 
 
 
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